Bastidores da visita de Lula a Alta FlorestaAlém de ficarmos sem internet e telefone, alguns outros detalhes chamaram a atenção da população norte mato-grossense hoje. A cidade de Alta Floresta recebeu a visita de moradores da região. Vastos estacionamentos onde carros, ônibus e vans preencheram as vagas.
O presidente Lula chegou pela manhã (9h) em Comitiva. Com ele estavam o Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, o governador de MT, Blairo Maggi, deputados e “simpatizantes”.
A prefeita de Alta Floresta, Maria Isaura, agradeceu a presença do presidente, falou do tratamento recebido pelos desbravadores desta região, se referindo a fato de estarem sendo taxados de “bandidos”, em virtudes das vastas áreas desmatadas, e pediu auxílio para que o aeroporto local (maior pista de MT) volte a operar vôos regulares.
O ministro Minc foi vaiado durante de seu pronunciamento de “vivas”. Em cada final de frase ouvia-se um “viva”. Minc demonstrou o interesse em fazer as pazes com Blairo.
Mas Blairo, governador de MT, disse em seu pronunciamento que o governo e o povo de MT objetiva a sustentabilidade. Contudo, quando as leis são duras é preciso que se pressione para flexibilizá-las e se precisar se desentender com alguém por isso, o fará.
A solenidade teve atos simultâneos em Porto Velho (RO) e Marabá (PA) e os pronunciamentos da governadora do Pará, Ana Júlia, e da Ministra Chefe da Casa Civil Dilma Roussef foram acompanhados no estádio, em Alta Floresta.
Um grupo de pequenos agricultores de Carlinda pediu, através de faixas, ao presidente Lula a reforma agrária prometida em campanha política. Durante seu discurso o presidente reforçou que as providências em relação aos pedidos de Carlinda estão sendo tomadas.
Um grupo de acadêmicos da UNEMAT pediu uma universidade mais democrática. Na faixa constava “Lula, socorro”.
Durante o discurso, Lula defendeu a preservação da floresta amazônica, mas disse que o combate ao desmatamento não pode ser incompatível com o desenvolvimento sustentável.
- “O que queremos é que sejamos razoáveis para ninguém acusar o Brasil de nada. Por isso vamos regularizar companheiros com 1.500 hectares, 700 hectares para que eles tenham o documento pregado na parede para eles dizerem que a terra é minha, entrar no Banco do Brasil e poder pedir empréstimo, porque o que dá cidadania para a gente é o título da casa que a gente mora, a terra que a gente tem”, disse o presidente.
Em um período de três anos, o programa Terra Legal pretende regularizar 296 mil imóveis ocupados por posseiros nos nove estados da Amazônia. A meta para este ano é regularizar 90 mil posses em 93 municípios. Em Mato Grosso, serão realizados mutirões em Alta Floresta, Peixoto de Azevedo, Feliz Natal, Nova Ubiratã, Nova Maringá, Porto dos Gaúchos, Juara, Brasnorte, Juína, Aripuanã, Colniza, Cotriguaçu, Nova Bandeirantes, Paranaíta, Marcelândia, Confresa, Vila Rica, São Félix do Araguaia, Querência e Gaúcha do Norte.
Foi dado o "ponta pé" inicial.....rumo ao processo de uma "regularização fundiária" permeadas de muitas incertezas. Confesso que fico um pouco depecionado,quando vejo este tipo de coisa. Não que não seja importante. Mas o Brasil precisa de uma reforma agrária, que transforme a estrutura fundiária, que possibilite uma igualdade social, política, cultural.....para o conjuto dos trabalhadores deste país.Vamos ver onde vai chegara esta iniciativa paliativa.....será que vai ser como as tantas outras deste país....?
ResponderExcluirMuito pertinente tua preocupação... sem falar na campanha antecipada, não é? Mas vamos lá, estamos progredindo, a passos tortos, às vezes, mas estamos caminhando...
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