quarta-feira, 10 de junho de 2009

Pensando as mudanças.. Novo Enem? Vestibular único, o quê?

O vestibular, exame de ingresso para o ensino superior, está mudando no Brasil. Baseado no antigo Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), o novo vestibular, apelidado de “novo Enem”.
A ideia do “novo Enem” é ser interdisciplinar e valorizar raciocínios que não se tratam de memorizações. Será menos dedutivo, menos superficial e exigirá uma base melhor. Se bem formulado, este novo vestibular vai continuar selecionando alunos bem preparados. Outro diferencial da prova é que se cortarão certos temas (a ser decididos pelo MEC), desafogando o ensino médio.
Pelo menos 25 das 55 universidades federais já aderiram ao “novo Enem” em substituição total ou parcial aos seus vestibulares tradicionais.
A proposta apresentada pelo MEC no fim de março era de que o Enem substituísse os vestibulares em todas as universidades federais. Como as instituições têm autonomia para organizar seus processos seletivos, muitas universidades continuam debatendo a proposta e ainda não têm um posicionamento.
O ministério apresentou quatro opções de adesão às instituições. Elas poderão utilizar o Enem como prova única; como uma primeira fase, ficando a segunda à cargo da instituição; combinando a nota do Enem à do vestibular tradicional ou para seleção de estudantes para vagas remanescentes.
A UFMT já utiliza 20% da nota do ENEM na primeira fase do seu processo seletivo. Outras propostas do uso do ENEM estão em discussão.
O ministério da Educação, Fernando Haddad, afirma que um exame nacional unificado, desenvolvido com base em habilidades e conteúdos mais relevantes, passaria a ser importante para definir a política educacional e o conteúdo a ser ensinado no segundo grau.
Lúcia Stumpf, presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), acredita que a proposta parte de uma premissa positiva, que é a de uniformizar o ensino médio. Outro ponto que merece destaque, segundo ela, é que a prova pode contribuir para aumentar a qualidade desta etapa do ensino no país e promover a integração cada vez maior com a faculdade.
Teremos mais conscientização, mais cabeças pensantes, onde cada aluno terá, dentro da escola, uma trajetória própria, e não apenas uma multidão de alunos sendo forçados a aprender detalhes que, na grande maioria das vezes, não são importantes.
Debates a parte, concordamos com o novo sistema de inclusão. Ainda não sabemos bem as conseqüências, mas acreditamos que reforçará a inclusão de grupos socialmente excluídos. Se não desse jeito, tentaremos outro. Receita não há, mas tentativas não faltam...


"A principal meta da educação é criar homens que sejam capazes de fazer coisas novas, não simplesmente repetir o que outras gerações já fizeram. Homens que sejam criadores, inventores, descobridores. A segunda meta da educação é formar mentes que estejam em condições de criticar, verificar e não aceitar tudo que a elas se propõe."
(Jean Piaget)

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